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Relacionamento: Venenos e Antídotos

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Se relacionar com outra pessoa não é uma tarefa fácil. Apesar das delícias de dividir a vida com alguém e dos sentimentos positivos que um laço profundo traz, as diversas situações conflituosas – externas e internas – são responsáveis pela dificuldade de perpetuar uma relação.

Para entender mais profundamente sobre o tema, um especialista em relacionamentos utiliza um espaço especial dentro da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, há cerca de 40 anos, para estudar comportamentos de casais. Ele é John Gottman, que junto à sua equipe já estudou mais de 3 mil casais dentro deste espaço - que ficou conhecido como laboratório do amor.

Segundo o estudioso, depois de tantos anos de acompanhamento de diversos casais, ele tornou-se capaz de perceber claramente se uma relação está fadada ao sucesso ou ao fracasso só de observar aspectos das duas pessoas juntas – e garante que sua precisão chega a até 90%!

Mas, a boa notícia é que Gottman também está apto para dar conselhos fundamentais depois de observar sinais de problemas e, desta forma, ajudar a salvar relacionamentos por meio da mudança da dinâmica do dia a dia e dos hábitos de um casal.

Baseado em suas análises, observações e descobertas, o especialista lista os principais “venenos” para relacionamentos e, em seguida, sugere quais são os “antídotos” mais poderosos que devem ser priorizados por quem quer salvar a vida a dois. Veja a seguir as descobertas de Gottman:

“Os venenos”

1. A crítica
Ela pode indicar – na cabeça do outro – um ataque feroz à personalidade ou natureza. Segundo Gottman, este é o mais comum dos sinais de que há problemas no relacionamento. Além disso, a crítica é menos inofensiva do que uma queixa ou um comentário negativo solto.

2. O desprezo
Ele é o elemento mais forte no fracasso de um relacionamento, pois normalmente existem pensamentos negativos sobre o outro que estão escondidos no íntimo há bastante tempo. Sinais como sarcasmos, insultos, zombaria e ridicularização são os principais para o “diagnóstico” do desprezo.

3. A defensiva
É uma autoproteção na tentativa de coibir um ataque. Ou seja, ao se sentir atacado pelo outro há a reação comum de proteger os sentimentos e isso se dá diante da reação raivosa ou do fechamento em si. De acordo com Gottman, ao criticar o outro, muitos se posicionam na defensiva, mas na verdade esta é uma forma de culpar o parceiro.

4. O tratamento do silêncio
Ao perceber alguma impossibilidade de lidar com algum dos sinais citados acima, a reação pode ser a desconexão – que se dá de diversas formas como, por exemplo, fingir estar ocupado, dar as costas etc. A ideia principal é evitar o confronto e isto realmente acontece. Porém, efeitos físicos como aumento do ritmo cardíaco deixam a pessoa sobrecarregada.

“Os antídotos”

1. Queixas sem culpa
Falar sobre os sentimentos com o outro, sem esquecer de incluir a palavra “eu”, como, por exemplo, trocar o "você sempre fala de você mesmo", por "poderíamos falar sobre como foi o meu dia?".

2. Cultura do respeito
Pensar com o foco nas características do parceiro ajuda a deixar aparecer mais a estima e o afeto.

3. Assumir a responsabilidade
É essencial em um momento no qual não é possível entrar em um acordo. Mas, o importante é sempre ouvir o que o outro tem a dizer e trazer um pouco da responsabilidade da situação para você. Gottman pontua que é interessante dizer “deveria ter me apressado” ao invés de “a culpa de estarmos atrasados é sua”.

4. Manter a calma
Antes de começar uma discussão, busque manter a calma. Se dê um tempo para isso. Saiba que 20 minutos é um tempo interessante para reduzir o ritmo cardíaco. Uma caminhada ou uma atividade que te dê prazer são uma boa saída para o preparo de uma conversa.

Fonte: BBC Brasil

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