mulher_bg.jpg

Sobre Elas

Novos horizontes para o câncer de mama

cancer-mama-mulheres

Novos resultados de estudos realizados com o Anastrozol – medicamento que impede a produção do estrogênio, hormônio ligado ao câncer de mama – sugerem que mulheres na fase pós-menopausa que apresentam a forma inicial do câncer de mama, conhecido como carcinoma ductal in situ (CDIS), podem ter uma nova opção para a prevenção da doença.

Durante cinco anos, um grupo de pacientes com CDIS foi tratado com o medicamento padrão - Tamoxifeno – e outro foi submetido ao tratamento com Anastrozol. As taxas de sobrevida sem o câncer de mama foram maiores no grupo Anastrozol, com resultados de 93,5% contra 89,2% do Tamoxifeno.

"A boa notícia é que ambos os medicamentos são muito eficazes, mas parece que as mulheres têm mais chances de ficar muito bem com o Anastrozol", afirma o principal autor do estudo, Richard G. Margolese, MD e professor de Oncologia Cirúrgica no The Jewish General Hospital, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá.

Os dois medicamentos bloqueiam o sinal de crescimento de estrogênio de formas diferentes: enquanto o Tamoxifeno bloqueia o receptor - isto é, o acesso de estrogênios para as células cancerosas -, o Anastrozol suprime a produção do hormônio.

Sobre toxicidade, não houve diferenças significativas nos perfis destes agentes e os principais efeitos colaterais não atingiram taxas estatisticamente substanciais: no Anastrozol, a aceleração da osteoporose, aumentando o risco de fratura óssea é o principal efeito, enquanto o tratamento com Tamoxifeno foi associado a taxas mais altas de câncer de útero.

As mulheres com CDIS apresentam um risco maior para desenvolver o câncer de mama invasivo. Embora, o Tamoxifeno tenha sido amplamente utilizado para prevenir as recorrências de formas mais avançadas de câncer de mama, este é o primeiro estudo para comparar os dois tratamentos em pacientes com CDIS, o que abre novos horizontes para a prevenção do câncer de mama no mundo.

Fonte: Asco

Compartilhe | |