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Sobre Elas

Muito prazer, meu nome é MULHER!

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“O que é a mulher? Para definir seria necessário conhecê-la. É possível começar a definição no século em que vivemos, mas sustento que tão somente no dia do Juízo Final ficará completa” – Pierre de Marivaux.

A frase acima continua viva ainda no século XXI.

No século passado, o mundo ocidental teve a oportunidade de ver as mulheres lutando e conseguindo grandes conquistas na sua emancipação e direitos - como o voto e a participação durante a Segunda Guerra Mundial, que foi fundamental em diferentes países.
Elas ocuparam funções consideradas tipicamente masculinas, se tornando engenheiras, supervisoras de produção e motoristas de caminhão e também se alistaram nas forças armadas. A entrada maciça de mulheres no mercado de trabalho - seja para suprir o vazio deixado pelos homens que estavam na fronte de batalha ou para preencher uma demanda surgida com a eclosão da guerra – teve um grande impacto social que atingiu permanentemente nossa sociedade, proporcionando transformações que continuam no início deste século.

No começo do século passado, as mulheres eram preparadas para serem donas de casa e mães - às vezes, formavam-se professoras. Já nas décadas finais do século XX e início do século XXI, são orientadas para se tornarem profissionais de sucesso e independentes, o que as distanciou do ambiente doméstico, tornando-o hostil a elas. Junto a isso, a maternidade passou a ser adiada e até trocada pela carreira em ascensão - às custas de muitas dúvidas e sofrimentos, em grande parte dos casos.

No íntimo feminino, hoje existe uma luta constante entre ser e poder. As mulheres com o desejo de desempenhar perfeitamente a carreira, o padrão de beleza, as tarefas de esposa e mãe, desempenho sexual, entre outras coisas, carregam um interior triste, que as deixam com a sensação de falha nos diferentes papéis impostos ou assumidos por elas.

Desempenhar tudo com perfeição, certamente, é impossível e a sociedade e seus integrantes devem entender que desenvolvendo esses diversos papéis, as mulheres sentem grandes frustrações e diversas profissionais são desestimuladas.

Felizmente, o mercado de trabalho já se modificou. Nos países nórdicos, a licença-maternidade é de dois anos (podendo o marido participar nesse período); o Brasil já conta com a licença-maternidade de 4 e até 6 meses, e aos poucos (em alguns extratos sociais mais tímidos que outros) está havendo uma consciência masculina na divisão dos afazeres domésticos e no cuidado da prole. Em casais jovens, atualmente, é comum que o homem seja o responsável pela cozinha.

Mas, ainda há muito a ser conquistado! Em muitos casos, a mulher tem uma remuneração menor do que a do homem pela mesma função. A violência contra a mulher é também uma faceta triste da nossa sociedade. Ao contrário de muitas culturas, na nossa sociedade, o nascimento de uma menininha é comemorado por todos e simboliza o nascimento de uma guardiã da família, a presença do instinto feminino agregador por natureza. Mesmo que a distância, o feminino repreende com carinho, a mulher possui força interior descomunal quando se trata de defender os seus, pois a família vem sempre em primeiro lugar.

O governo já percebeu isso, pois os contratos de financiamento de casas populares são, muitas vezes, redigidos em nome da mulher. As mulheres constituem em símbolo inquebrantável! Em pesquisa recente com jovens infratores, um dos maiores arrependimentos era o de ter decepcionado suas mães. A sociedade deve reverenciar suas mulheres, protegê-las, pois sem elas não há presente nem futuro. Deve também empoderá-las até chegar o dia em que elas possam dizer: MUITO PRAZER, MEU NOME É MULHER!

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